MINHA TERRA, SUA TERRA. Rio de Janeiro/2001 |
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Alguns trabalhos de Jorge Menna Barreto
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MASSA obra/ação Belo Horizonte Rumos Visuais 2001-2002 |
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CON-FIO Intervenção Galeria Vermelho SP-2003 O artista insere na parede da galeria um bloco em bronze com a palavra con, ao mesmo tempo em Paris, um amigo joga outro bloco com a palavra fio no rio Sena. |
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"em
casa" dez/2003. |
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| Eu
ouvi o canto das sereias. Ulisses |
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Estou
deitado no meu quarto quando ouço um estrondo vindo da sala.
Levanto de sobressalto. Não encontro vestígios. É
a hora do pôr-do-sol. Vou para a janela. Pouso meu olhar sobre
o horizonte. Subitamente recuo o foco. Percebo que o vidro da janela,
através do qual eu estava olhando, tornou-se menos transparente.
Há uma marca sobre o mesmo numa pequena área pelo lado
de fora - um certo líquido sujo de pó, uma gotícula
de sangue e pequenas penugens que se grudam ao líquido e a esse
sangue. Estaria nesse vestígio a razão de tal estrondo?
Um embate entre o corpo de um pássaro e o vidro. Ou a desrazão
de um golpe de asas de um anjo que me chama para ver o crepúsculo
? Há um registro. E um mundo querendo entrar. O
procedimento dessa ação, que assemelha-se a uma escrita,
não acontece como uma adição de matéria
sobre uma superfície, mas a partir de uma subtração.
O instrumento usado por Carla vai como que "comendo o vidro"
e criando o desenho a partir da opacificação de uma fina
linha sobre essa lâmina transparente. Confrontamo-nos então
com uma outra camada desse trabalho que é o delicado embate do
corpo da artista com essa superfície de vidro que separa o Torreão
do mundo lá fora. E encontramos também aí a sutil
agressão do ato de arranhar essa pele do mirante que, a partir
dessa (re)ação, faz sangrar um novo horizonte, agora particular.
Há desconforto. E um horizonte querendo sair. De si.
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