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O que está próximo... se afasta. Ao aceitar fazer esta curadoria, percebo questões fundamentais relacionadas ao produzir para um site específico. Enfim, um lugar virtual para idéias estabelecidas através de imagens e palavras. Cruzamento espontâneo de linhas de pensamento na produção da arte e da filosofia. Escolhi
nomes que tenho acompanhado ao longo de um período de tempo
desigual. Isso devido a relações óbvias de
maior ou menor proximidade. Em momento algum transparece como uma
desvantagem nas poéticas obtidas. Pelo contrário,
a dinâmica é feita a partir da leitura própria
de uma realidade individual, que As surpresas que obtive foram intensificadas a cada imagem ou produção recebida, porque apesar do aforismo inicial colocado, ou como foi dito um paradoxo, procurei não interferir em nenhum trabalho a ponto de desestabilizar desnecessariamente qualquer um dos envolvidos. Porque penso que uma curadoria, não deve passar por um processo determinista, muito pelo contrário, vejo mais como uma possibilidade de aproximação poética. Interagir através de minha experiência conceitual e intuitiva. Busquei dialogar com cada um, e tentar constatar: O que está próximo entre nós? E onde nos afastamos? Gostaria de agradecer a todos os envolvidos diretamente neste projeto, pela atenção e sensibilidade que tiveram ao aceitar o meu convite. Ao Diego Antunes pelo auxílio técnico indispensável – flash power – e em especial ao Edmilson Vasconcelos – que me sugeriu esta curadoria – além de ser o articulador e desenvolvedor poético do terrenobaldio, é um artista que admiro cada vez mais, e isso tem nos tornado cúmplices há muito tempo. Alexandre
Antunes-ABR/2005 |
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